11.23.2009

a dormir...

Acabei de apagar, sem querer, vinte e dois comentários deste blogue. Passei a noite numa cansativa viagem de automóvel entre Serpa e Aveiro e agora, em vez de clicar no "publicar" cliquei no "rejeitar". Aos visados peço desculpa e prometo acordar definitivamente depois de tomar o próximo café.

11.20.2009

conversa 1367

(num hipermercado em Aveiro, com ela a guardar tudo o que é catálogo de produtos e promoções)

Eu - Para que é que queres essa papelada toda?
Ela - Oh! O meu marido pôs um autocolante daqueles amarelinhos na caixa de correio e agora ninguém lá põe publicidade.
Eu - Mas... para que é que queres tanta papelada?
Ela - Para ler quando vou à casa de banho.

conversa 1366

Ela - Acho que a mulher, na maior parte dos casos, é que decide se há sexo ou não...
Eu - Porque é que achas isso?
Ela - É que para sexo os homens estão sempre prontos. Basta a mulher dizer que sim...

quatro presépios em quatro cantos do mundo...

Presépio Espanhol
O menino Jesus é substituído pelo Cristiano Ronaldo, os três reis por adeptos desdentados do Real Madrid e o burro e a vaca também são adeptos do Real Madrid.
No meio do estádio Santiago Bernabéu (desculpem lá, isto é mesmo nome de estádio?), Cristiano Ronaldo descansa num fardo de palha com todos os adeptos do Real Madrid a olhar para ele com esperança que ele recupere rapidamente de mais uma lesão. Como se sabe, em Espanha há montes de Josés e de Marias, por isso esses vêem a cena pela tve. Lá em cima brilha a estrela polar.

Presépio Jamaicano
No presépio jamaicano são todos (José, Maria, o burro, a vaca e os três reis) substituídos por rastas. Para quem não sabe, um rasta é um gajo com cabelo seboso e comprido que não toma banho desde criança e que tem os olhos fora das órbitas.
Numa praia paradisíaca, em cujo mar dança o reflexo da Lua, sete rastas fumam marijuana desde manhã. Com uma voz lenta um deles conta uma história que não conhece muito bem mas tem a ver com uma estrela que... estás a ver? Guiou... conduziu uns bacanos... uns gajos fixes até uma gruta, ou então era uma manjedoura, bem... não interessa... epá... e... estás a ver? Lá estava uma criança que era muito especial... porque... porque... o pai não precisava de pinar para fazer filhos... a mãe até era virgem... mas era tudo pessoal muito bacano... estás a ver? Lá em cima brilha a estrela polar.

Presépio Japonês
No presépio japonês José é substituído por um Gormitti, os três reis são substituídos por três Transformers e o burro e a vaca são substituídos por dois cães robôs da Sony.
Todos eles, num pequeno apartamento num edifício com cento e vinte e quatro andares, vêem Maria a jogar Super Mário numa Nintendo Wii. Se ela atingir os mil pontos ganha uma vida. Lá em cima brilha a estrela polar.

Presépio Português
No presépio português José não aparece, já que apesar de Maria estar a dar à luz um filho seu, ele não tem direito ao dia por estar a trabalhar a recibos verdes num restaurante de fastfood num shopping dos subúrbios duma cidade qualquer. Os três reis são substituídos por dois bombeiros (o condutor e o auxiliar)
Uma ambulância parada com as portas de trás abertas, de onde se ouvem os gritos desesperados de Maria, ainda tem o motor a trabalhar enquanto um bombeiro improvisa pela terceira vez na sua vida um parto numa estrada nacional. Uma vaca e um burro que pastavam ali perto olham para a cena sem surpresa, acompanhados pelo bombeiro condutor que aproveita para fumar um cigarrinho. Lá em cima brilha a estrela polar.

11.19.2009

conversa 1365

(no café)

Ela - Desculpa o atraso.
Eu - Não há problema. Na verdade também só cheguei há cinco minutos. Tive que ir tratar duns assuntos...
Ela - Eu admito que hoje me perdi e fiquei quase uma hora a ver-me ao espelho.
Eu (risos) - Fizeste bem. És bonita, por isso ficares ao espelho a olhar para ti não é tempo perdido...
Ela - Não é bem isso. Quando fico muito tempo ao espelho é por estar insegura com o meu corpo. Apetece-me beber uma cerveja já de manhã para esquecer o que acabei de ver...

11.18.2009

se uma mulher for uma cidade

Ainda não percebi se uma data pode ou deve ser importante. O que eu percebi é que, se puder ou dever, o dia de hoje é importante para mim. Faz um ano...

Se uma mulher for uma cidade tenho uma estratégia para ti. Percorrer-te as avenidas, as ruas e os escaninhos numa noite fria até encontrar um bar onde me abrigue do meu amor por ti. Talvez peça um copo de vinho quente com ervas aromáticas, pegue num lápis e no meu bloco e escreva que às vezes me perco na desordem dessa cidade grande e que, aí perdido, me pretendo ficar durante anos até talvez te encontrar. Até talvez me encontrares.

pensamentos catatónicos (192)

Acho que a generalidade das mulheres gosta de, uma vez por outra, provocar alguns ciúmes ao companheiro/namorado/marido através dum esquema que é sempre o mesmo: colocar o nome de outro homem de uma forma abrupta no meio de uma conversa qualquer. Acho também que a generalidade das mulheres não sabe que isso geralmente tem um efeito contraproducente. Mas isso, de facto, sou eu que acho. Posso estar errado.

usadas com garantia



"Paula Hernandez, 40 anos, duas vezes divorciada", é o que diz este cartaz espanhol que promove uma exposição de carros usados da Renault em 2006, que é como quem diz: a Paula está usada mas ainda marcha. Se há publicidade a que se aplica bem a expressão mulher-objecto, é esta. O objecto é um carro que, como se sabe, pode de facto estar em boas condições mas só o compra quem não pode comprar um novo. Não sei se era isso que a Paula estava a pensar quando lhe tiraram esta fotografia. Acho é que não deve ter gostado nada de se ver neste publicidade. Eu, pelo menos, não gosto.

conversa 1364

Ela - Estou numa fase difícil...
Eu - Mas porquê?
Ela - Estou sozinha mas não estou disponível e isto é o pior que pode acontecer a uma mulher.
Eu - Mas se estás sozinha não estás disponível porquê?
Ela - Estou apaixonada por um gajo que não me liga nenhuma, mas como não consigo deixar de pensar nele também não consigo envolver-me com mais ninguém.
Eu - Hum... percebo... mas talvez te fizesse bem envolveres-te com alguém. Às vezes sabe passar uma noite com outra pessoa mesmo que não seja com o amor da nossa vida.
Ela - Vês?! Dizes que percebeste mas não percebeste nada, senão nem dizias isso...
Eu - Percebi, percebi... pensas que isso nunca me aconteceu? Já aconteceu a todos, pá.
Ela - Pois, mas não te deve ter acontecido da mesma maneira, senão não dizias isso...
Eu - Dizia, dizia. Às vezes há pessoas com quem a nossa maior compatibilidade é só sexual, há outras que é mais do que isso mas, caramba, se pudermos passar uma noite entre lençóis com alguém de quem até gostamos, porque não?
Ela - Por que não estamos disponíveis, mas já vi que tu não percebes isso.
Eu - Às vezes falar contigo ou com uma pedra é quase a mesma coisa.
Ela - Contigo também.

11.17.2009

conversa 1363

Ela - Compraste uma camisola nova?
Eu - Comprei... estava em promoção.
Ela - Quanto é que custou?
Eu - Seis euros. Custava quinze...
Ela - É uma porcaria. É toda em acrílico...
Eu - Mas achei-a bonita...
Ela - Mas é uma porcaria. Se andares muito com ela vais começar a cheirar mal e nenhuma mulher se aproxima de ti.
Eu - Não deve ser bem assim...
Ela - Eu, pelo menos, não me aproximo.

11.13.2009

conversa 1362

Ela - É tão bom chegar a sexta-feira e saber que vem aí um fim de semana espectacular...
Eu - Olha... eu cá tenho que trabalhar este fim de semana todo.
Ela - Assim ainda me sabe melhor, sabendo que estou de fim de semana e tu a trabalhar...

três coisas que só as mulheres é que fazem...

1] Só as mulheres é que fumam colocando a mão que tem o cigarro com a palma da mão virada para o céu, enquanto esperam para dar mais uma passa.

2] Só as mulheres é que vestem cães ou gatos com camisolas de lã.

3] Só as mulheres é que mordem o próprio cabelo.

o elevador das bolas



Eu pensava que já tinha visto tudo mas este mundo dos géneros é de facto maravilhoso. Estamos sempre a ser surpreendidos. Agora surgiu o Ball Lifter, um produto para evidenciar o órgão sexual dos homens, ou seja, uma espécie de wonderbra para quem tem a pila pequena ou os tomates já a arrastar pelo chão.
O Ball Lifter é uma forma de contrariar a força da gravidade. Na minha opinião, o único senão do produto é eu acreditar que quem o desenhou nunca levou um pontapé a sério nos ditos cujos. Eu já levei dois ou três e acreditem que nunca mais me esqueci. Levar um pontapé em cheio com esta coisa vestida, acreditem que deve ser mau.E quando digo mau é mesmo mau.
Além disso há sempre a questão do engate. Se um homem levar uma miúda para a cama num engate fortuito, o que é que ela vai pensar quando reparar que andamos com os tomates pendurados como se fossem bolas numa árvore de Natal? Podemos sempre tentar despir a coisa antes da caminha mas, em abono da verdade, não abona muito a favor dum gajo dizer logo na primeira noite, quando as coisas entre ele e ela já estão quentes: "espera só um bocadinho que tenho que ir à casa de banho!".
Hum... eu cá não compro.

11.12.2009

conversa 1361

Ela - Às vezes acho que os homens com quem eu estou só se interessam por mim pelo sexo.
Eu - Não. Não te preocupes com isso. De certeza que não...
Ela - Estás a dizer que eu não sou sensual?
Eu - Não, não... estou a dizer que tens outros focos de interesse para além da sensualidade...
Ela - Ai, estou lixada contigo. Já ando insegura que chegue e tu ainda me vens dizer que eu não tenho interesse fisicamente.
Eu - Eu não disse isso. Acho que és bonita mas, como me parecias preocupada por achares que os homens só te pegam por aí, estou a dizer que na minha opinião não é só por isso.
Ela - Mas achas-me bonita?
Eu - Sim, acho.
Ela - Mas então porque é que nunca te fizeste a mim?
Eu - Sei lá. Não me posso fazer a todas.
Ela - Quer dizer que te fizeste a todas menos a mim...
Eu - Não é isso, não me fiz nada a todas. Mal de mim se me andasse a fazer a todas as mulheres que passam por mim. Estou só a dizer que nunca me fiz a ti mas nem sei porquê. Acho que seres bonita não chega...
Ela -Então é isso. Sou bonita mas é só isso...
Eu - Não é nada.
Ela - Foi o que tu disseste.
Eu - Não foi nada. Por exemplo, nunca fui para a cama contigo e agora estou aqui a beber umas cervejas contigo. Isso é por seres minha amiga, o que já é um interesse para além do interesse sexual, percebes?
Ela - Percebo que me aturas por seres boa pessoa...
Eu - Estás com a autoestima um bocado em baixo, não estás?
Ela - Nota-se muito?

conversa 1360

(num bar)

Eu - Queres mais uma cerveja?
Ela - Eu? Credo! A beber assim ainda saio daqui aos ésses...
Eu - A sério? Ainda só bebemos uma...
Ela - Mas eu não estou habituada...
Eu - O.k. Peço só mais uma para mim, está bem?
Ela - Isso não. Então pede outra para mim também. Não estou habituada mas habituo-me num instante.

conversa 1359

(no café)

Ela (pegando no meu pacote de açúcar) - Ando a fazer colecção de pacotes de açúcar. Como tu nunca pões açúcar no café podes dar-me alguns...
Eu - Claro. Vou ver se me lembro de guardar o pacote de açúcar cada vez que tomar café.
Ela - Obrigado.
Eu - E já tens muitos?
Ela - Não, só tenho este que te tirei agora. Comecei a colecção agora mesmo.

a mulher polvo



Este anúncio de 1965 da Hysil apresentava o seu conjunto de cozinha como essencial, económico, atractivo, eficiente, moderno, prático, agradável e utilíssimo. Por mim tudo bem, acredito que o conjunto fosse tudo isso. O que eu não percebo é aquele "Grande Concurso Hysil" anunciado no canto inferior direito que diz "preencha o postal Hysil com o seu nome e morada e poderá ser contemplada com um dos conjuntos". Contemplada quer dizer que os homens nem sequer podiam concorrer. Fico na dúvida, portanto, se aqueles oito adjectivos se referiam exclusivamente ao produto ou se era mais à mulher polvo do anúncio...

[anúnico tirado deste blogue]

ao murro, ao pontapé e a conversar...



Um chinoca maluco chamado Xiao Lin iniciou um negócio inovador: apanhar de mulheres. O público alvo é composto por mulheres stressadas que, pela módica quantia de quinze dólares, lhe podem bater durante meia hora. Até agora, segundo ele, nenhuma mulher completou os trinta minutos a que tem direito, já que normalmente as suas clientes preferem acabar por conversar.
Fiquei entusiasmado com esta notícia. É que normalmente os negócios iniciados por chineses proliferam rapidamente e acabam por invadir o mundo inteiro. Estou ansioso que em cada esquina de Aveiro comecem a surgir lojinhas para as mulheres poderem bater durante meia-hora num chinês. A mim, pela parte que me toca, cada vez que sentir uma amiga minha a prender a respiração e a preparar-se para se chatear comigo por um motivo que eu nem sequer percebo, dou-lhe logo quinze dólares para ela ir acalmar os nervos numa lojinha dessas. Espero até que haja uma espécie de cartão cliente para as clientes habituais, que assim talvez me saia mais barato. Quanto ao facto de elas gastarem parte do tempo a conversar em vez de bater, parece-me bem, até por que a maior parte das vezes que falo com amigas minhas sinto que é como se estivesse a falar chinês.

[ler no NY Daily News]

11.11.2009

conversa 1358

Ela - Socorro. Vem aí mais um Natal.
Eu - Concordo. Detesto esta obrigação social de comprar prendas...
Ela - Não é isso. Da parte das prendas eu até gosto. O problema é a balança depois do almoço e do jantar de Natal...